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Modernização da agricultura para gerar renda no Rio Grande do Sul

20/08/2018

Vindo de Faxinal do Soturno, cidade da região central do Rio Grande do Sul, Aldiro Balzan, produtor rural, conta que desde os 6 anos de idade trabalha no campo. Os dias eram divididos entre um turno na escola e outro para ajudar os pais na plantação de fumo, principal cultura plantada pela família na cidade. “Depois que cresci, comecei a trabalhar de empregado em outras propriedades da região, mas sempre na agricultura”, destaca.

Hoje, morador do interior de São Miguel das Missões (RS), Aldiro planta aveia, canola, linhaça, trigo e soja. Nos 750 hectares disponíveis para plantio, o produtor comenta que usa a área toda para a soja, pois considera a cultura a mais rentável do Estado. Com relação ao trigo, salienta que, devido às instabilidades do preço do cereal, cultiva aproximadamente 300 hectares.

Para não reduzir muito a área de trigo, ele optou por inserir no sistema de produção canola, linhaça e aveia para cobertura do solo. Mesmo com a área de trigo reduzida, o produtor mantém seguro agrícola para 90 hectares do grão, o que, segundo ele, garante “alguma coisa caso a produção não saia conforme o esperado”.  Sobre a linhaça, cultivo que Aldiro realiza há anos, a rentabilidade é mais garantida. “Você colheu e entregou. Existem os compradores já certos e eles vêm buscar a produção, o que facilita”, afirma. O preço é tratado de produtor para produtor, mas é possível basear-se em 10% do preço da soja. Apesar de rentável, a produção não é alta como a da oleaginosa. Aldiro planta em média 150 hectares e colhe cerca de 20 sacas.

Casado desde 1989, sua esposa, que já era ligada à agricultura antes do casamento, o ajuda nos trabalhos diários com a lavoura junto a três outros funcionários. Desse trabalho, Aldiro diz que “não pode se queixar”, pois as últimas safras de soja deram resultados acima da expectativa. Nesta safra, o agricultor colheu em média 61 sacas de soja por hectare.

OUTROS TEMPOS

Quando Aldiro era criança e adolescente, os tempos na agricultura eram outros. “Se hoje eu contar para alguém que, quando eu tinha uns 9 anos de idade era preciso levar a terra em um balde para o local da plantação de fumo, vão me chamar de louco. A região tinha muita pedra, nem boi nem carroça chegavam a determinados lugares”, conta o produtor.

Grande parte do trabalho era feito por ele e seus familiares de forma manual, diferente de hoje, em que máquinas como as que ele possui realizam o trabalho praticamente sozinhas. Na propriedade de Aldiro, há um MF 7415, trator Massey Ferguson tracionado, que tem na economia de combustível e no piloto automático os diferenciais que o produtor busca para produzir mais; e um pulverizador MF 9030, um dos equipamentos mais econômicos da categoria e que utiliza tecnologia embarcada.

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