imagem header

Vida no campo: história de Nair Carolina Karling

10/05/2018

Nair Carolina Karling, 56 anos, não tem medo de subir nas máquinas, sujar as botas e enfrentar os desafios diários no campo. Agricultora da pequena cidade de Victor Graeff (RS), interior do Rio Grande do Sul, cultiva desde muito cedo o amor pelo campo semeado por seu pai, Alfredo Diesel. 
 
“Eu era uma 'menininha' de seis, quase sete anos de idade, que trabalhava com o meu pai, seu Alfredo Diesel, como ‘cavaleira’. Ele tinha dois cavalos e para envergar eu ia junto”, lembra. Ainda na infância, Carolina, como gosta de ser chamada, conta que na propriedade do pai eram plantadas as culturas da soja e do trigo e foi lá que viu acontecer todas as grandes transformações da agricultura. 
 
“Vi a energia elétrica chegar ao interior, pois o primeiro lugar foi Ibirubá, onde nasci. Acompanhei de perto a mecanização das máquinas, que facilitou nosso trabalho e o plantio direto, que revolucionou o modo de produzir”, conta.
 
Aos 21 anos, Carolina saiu da casa dos pais e firmou matrimônio com Breno Karling. Mudou-se para a propriedade que até hoje vive, junto com os três filhos: Juliano, Jaqueline e Bráulio. Carolina conta que dois dos três filhos foram quase obrigados pela mãe a realizar o curso de técnico agrícola, em Sertão. “Eu dizia para a Jaqueline: nós somos da lavoura, nós somos da agricultura, é o que nós vamos deixar para vocês. Você não precisa trabalhar nisso, mas tem que saber como funciona, porque quem não sabe como funciona, também não sabe mandar. E ela foi”, conta.  Já o filho mais novo, não foi preciso obrigar. A matriarca da família diz que Bráulio sonhava com o momento de entrar para o curso e que seguiu na carreira agronômica. Hoje, Jaqueline é bióloga e Juliano administrador. 
 
Carolina comanda a granja Karling, junto do marido e de Juliano (o filho mais velho). Ela conta que, quando chegou na fazenda, há 35 anos, as coisas eram diferentes. “Sofri muito no início, pois não tinha quase nada. Eu estava acostumada com outra realidade lá na casa do meu pai. Aqui começamos criando porco e fazendo queijo para conseguir mais dinheiro. Durante um ano morei em um galpão e todo dia tinha que buscar água com um balde. Mas eu prometi para mim mesma que iria transformar esse lugar, eu queria ter uma propriedade bonita e trabalhei muito para isso. Depois que o Juliano voltou do técnico agrícola, como ele é muito caprichoso, me ajudou nisso”.  

Mais Notícias